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Mais revelações do Wikileaks sobre espionagem telefônica no Panamá
Panamá, 27 mar (Prensa Latina) O controle pelo programa de escutas telefônicas "Matador" supervisionado pela Agência Antidrogas dos Estados Unidos (DEA, por sua sigla em inglês), abriu a porta a novas táticas de espionagem política telefônica.
Assim o revela o sítio digital Wikileaks, cujos direitos de publicação no país foram adquiridos pelo jornal Panamá América.

A informação do jornal indica que Washington sabia que o presidente, Ricardo Martinelli, e seus subordinados empregaram supostamente uma variedade de táticas que iam desde "simples pedidos" a "ameaças intimidatórias", para poder utilizar o sistema de escutas telefônicas.
Martinelli, ao perceber que não teria o controle do "Matador", segundo uma informação de 16 de setembro de 2009, disse à ex-embaixadora Barbara Stephenson que não precisava da ajuda de seu país para espiar aos seus inimigos, pois podia fazê-lo por outras vias.
Segundo Stephenson, Martinelli tinha começado substituindo ao diretor do Conselho de Segurança -naquele momento Jaime Trujillo- e despedindo 25 funcionários desse escritório por seus vínculos com a administração do ex-presidente Martín Torrijos.
Panamá América acrescenta que a diplomata informou que entre as ameaças feitas supostamente por Martinelli estava a de que não daria mais apoio econômico ao programa.
Por sua vez, acrescenta, o novo chefe do Conselho de Segurança, Olmedo Alfaro, disse -segundo informações- que tinha autorização para expulsar a DEA e restringir o pagamento das unidades policiais que realizavam as escutas.
A DEA paga aos policiais panamenhos para realizar escutas telefônicas, mas não qualquer polícia pode fazer parte da Unidade de Investigações Sensitivas, senão aqueles que esta escolha e se submetam, entre outras coisas, ao detector de mentiras.
Esta regulamentação, explica, trouxe discordâncias entre a DEA e Alfaro, segundo informação. Este último preferiu não dar declarações ao ser contatado pelo Panamá América.
rc/lma/cc
Fonte: http://www.prensa-latina.cu/index.php?option=com_content&task=view&id=275406&Itemid=1
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